NO DIA 7 DE ABRIL DE 2025, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, DANIEL CHAPO, PROCEDEU AO LANÇAMENTO DA CHAMA DA UNIDADE NACIONAL NO DISTRITO DE NANGADE, PROVÍNCIA DE CABO DELGADO. A CERIMÓNIA DECORREU NO ÂMBITO DAS CELEBRAÇÕES DOS 50 ANOS DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL, A SEREM ASSINALADOS A 25 DE JUNHO DE 2025. ESTE EVENTO COINCIDIU COM AS COMEMORAÇÕES DO DIA DA MULHER MOÇAMBICANA, PERMITINDO TAMBÉM HOMENAGEAR O PAPEL CRUCIAL DA MULHER NA CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO.
O lançamento da Chama da Unidade marca o início de uma
marcha simbólica que irá percorrer todas as províncias de Moçambique até ao
Estádio da Machava, em Maputo, onde culminará nas celebrações centrais do
jubileu da independência. A escolha de Nangade para esta cerimónia não foi
aleatória: foi neste mesmo local que, em 1975, se acendeu a primeira Chama da
Unidade, logo após a proclamação da independência.
Na ocasião, Daniel Chapo destacou que este gesto representa
um apelo à união, tolerância e reconciliação entre os moçambicanos,
independentemente das suas diferenças políticas, religiosas, étnicas ou
sociais. O Presidente reforçou ainda o convite à participação de todos os
cidadãos no processo de diálogo nacional inclusivo, como parte de um
esforço contínuo pela consolidação da paz e da coesão nacional.
Paralelamente, a celebração do Dia da Mulher Moçambicana foi
usada como momento para reconhecer os avanços na emancipação feminina,
impulsionados por políticas públicas desde 1975. O Chefe de Estado exaltou o
contributo das mulheres em diversos sectores — da saúde à educação, da economia
à governação — sublinhando o seu papel determinante na consolidação da unidade
nacional e no desenvolvimento sustentável do país.
HISTORIAL DA CHAMA DA UNIDADE
A Chama da Unidade Nacional foi acesa pela primeira
vez em 1975, como símbolo do nascimento de uma nova nação, livre do jugo
colonial português. Desde então, a chama representa a resistência, a
esperança e a determinação do povo moçambicano em manter-se unido, mesmo em
contextos desafiantes, como os vividos recentemente devido aos conflitos
armados e à instabilidade em algumas regiões do país.
Dez anos depois da última edição da tocha, a sua reactivação
em 2025 pretende reforçar os ideais fundadores da República e celebrar cinco
décadas de soberania, liberdade e luta por um futuro melhor.
A IMPORTÂNCIA DA INICIATIVA
A Chama da Unidade é um símbolo mobilizador que
percorre o país, levando consigo mensagens de paz, solidariedade, cidadania
activa e participação social. Em ano de jubileu, ela assume especial relevância
ao ser associada a um vasto programa de actividades comemorativas que irão
decorrer até 31 de Dezembro de 2025.
Estas actividades incluirão colóquios, simpósios, concursos,
lançamentos de livros, exposições, galas, torneios desportivos e actos de
condecoração, promovidos a todos os níveis — desde a administração central até
às localidades e povoações mais remotas.
De acordo com o Presidente, esta chama pretende também
inspirar os moçambicanos a empenharem-se na consolidação dos pilares da independência
económica, através do trabalho árduo, da inovação e da valorização dos
recursos nacionais.
Por que razão Moçambique faz isto?
O acender da Chama da Unidade Nacional é uma tradição
patriótica e educativa. Ela visa manter viva a memória da luta pela
liberdade, homenagear os heróis da independência e projectar os valores
fundamentais da República para as gerações futuras.
Num país que conheceu longos períodos de conflito e desafios
à estabilidade, a chama torna-se um instrumento de reforço da coesão social,
de promoção do espírito de pertença e de afirmação do orgulho nacional. A sua
marcha representa um compromisso colectivo com a paz duradoura, a
democracia participativa e o desenvolvimento inclusivo.
Ao unir o passado, o presente e o futuro numa só narrativa
de esperança, a Chama da Unidade reafirma a força do lema moçambicano:
“Unidade, Paz e Desenvolvimento”.

